Carlos Carranca - Outubro 2004

Carlos Alberto Carranca de Oliveira e Sousa, mais conhecido como Carlos Carranca, professor do ensino superior, poeta, ensaísta, declamador, cantor e animador cultural, nasceu na Figueira da Foz, com fortes laços de ligação à Lousã. Licenciado em História, é professor auxiliar convidado da Universidade Lusófona, docente da Escola Superior de Educação Almeida Garrett e da Escola Profissional de Teatro de Cascais.

Foi Presidente da Direcção da Sociedade de Língua Portuguesa, de 1998 a 2001; fundador e membro da direcção do Círculo Cultural Miguel Torga; professor no Instituto Superior de Humanidades e Tecnologias; sócio fundador da Sociedade Africanóloga de Língua Portuguesa; sócio fundador do Círculo Cultural Miguel Torga; sócio da Associação Portuguesa de Escritores; director adjunto do jornal Artes e Letras e consultor cultural da Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra em Lisboa, assumindo-se, ainda, como apoiante indefectível da Académica. Entre as instituições com as quais colabora regularmente, podemos citar o Museu da República e Resistência e a Associação 25 de Abril.

Na Universidade Lusófona levou a cabo uma intensa actividade e marcante acção cultural: director do Gabinete de Acção Cultural; fundador e director-adjunto da Biblioteca Geral (com o director, Professor Vítor de Sá); fundador e presidente do Conselho Fiscal das Edições Universitárias Lusófonas; secretário do Centro de Estudos de História Contemporânea; fundador do Centro de Iniciação Teatral, juntamente com Carlos Avilez e João Vasco; fundador e coordenador da colecção científico-literária Meia Hora de Leitura, em parceria com Vítor de Sá – no âmbito das actividades da Biblioteca.

Também nas escolas do concelho de Cascais, onde exerceu docência, o seu papel como divulgador da poesia portuguesa e animador cultural se destacou. Na Escola Secundária Ibn Mucana, entre outras coisas, dirigiu as actividades culturais da biblioteca e criou a revista Oxalá. Na Escola Secundária de Alvide organizou o Movimento Juvenil, a nível nacional, de apoio à candidatura de Miguel Torga ao Prémio Nobel (com recolha de assinaturas entregues em Estocolmo).

Durante os anos 1994-99 foi responsável pela Noite das Artes – espectáculo de encerramento das Jornadas de Educação e Cultura do Concelho de Cascais, onde poetas como Miguel Torga, António Gedeão, Manuel Alegre, Luís Goes, Helena Cidade Moura, Fernando Silvan e Sophia de Mello Breyner foram homenageados.

Estudioso das tradições populares e académicas de Coimbra, é como poeta que se torna conhecido em dois livros profundamente ligados à temática da cidade do Mondego: Serenata Nuclear e Sete Poemas para Carlos Paredes. É, no entanto, como divulgador da poesia portuguesa, como poeta e ensaísta – torguiano convicto (responsável pela homenagem nacional a Miguel Torga e coordenador da homenagem que lhe foi prestada no concelho de Cascais) – e como animador cultural, que o seu trabalho ganha ainda mais importância, destacando-se Poesia para Todos, três anos consecutivos em palco, no auditório do Instituto Português da Juventude (Parque das Nações), de 1999 a 2002, com uma apresentação de sucesso no Cine Teatro da Lousã.

É, também, no Cine Teatro da Lousã que lança uma das suas obras poéticas, Lousã em Menino. A este propósito deve-se referir a prontidão que sempre tem demonstrado para colaborar com a autarquia e o carinho com que as gentes da Lousã têm recebido aquele que consideram um dos seus.

Das várias obras publicadas, destaca-se o livro Torga, o Bicho Religioso, nascido da relação pedagógica de Carlos Carranca com os seus alunos da Escola Profissional de Teatro de Cascais, a quem foi dedicado, tendo sido objecto de apresentação pública em muitos municípios.

Em 7 de Junho de 2002, recebeu a Medalha de Mérito Cultural do Município de Cascais.

 

Obras publicadas:

PoesiaImagem, Lisboa, 1981; À procura do amor perdido, Lisboa, 1982; Ressureição, Coimbra, 1992; 7 Poemas para Carlos Paredes, Lisboa, 1994, 2ª ed. 1994, 3ª ed. rev. aum. 1996; 4ª ed. revista e aumentada, 1998; Serenata Nuclear, Coimbra, 1994; Pedras suspensas, Lisboa, 1996; O espírito da raiz, Lisboa, 1997; Homo viator (in Espírito da raiz), Lisboa, 1997; Lousã em Menino, Lisboa, 1998; Neste lugar sem portas, Lisboa, 2002.

Ensaio – Torga, o português do mundo, Coimbra, 1988; Miguel Torga e a África portuguesa, Lisboa, 1995; O Fantasma de Pascoaes, Lisboa, 1996, 2ª ed. ver. aum., 1997; Torga – o bicho religioso, Lisboa, 2000, 2ª ed. rev. aum., 2000; A Nostalgia de Deus ou a palavra perdida em Miguel Torga, Lisboa, 2001; O sentimento religioso em Torga e em Unamuno, Lisboa, 2002.

Outras publicações O coração ao pé da boca, Lisboa, 2001.

 Org. Antologias PoéticasO Poema, Lisboa, 1998; O Poema 2, 1999; O Poema 3, 2000; O Poema 4, 2001; 25 Poemas de Abril, Lisboa, 1999; 25 Poemas no feminino, Lisboa, 2001; Poemas 25, Lisboa, 2001.

 

 

António Carmona Rodrigues - Dezembro 2004

António Carmona Rodrigues nasceu em Lisboa, na freguesia de S. Sebastião da Pedreira, em 1956, é casado e pai de três filhas. Iniciou os estudos na Escola Primária nº 24, do bairro de São Miguel, local onde viveu com os seus pais e irmã. Fez o curso liceal no Liceu Padre António Vieira, tendo-se distinguido, não só no campo escolar, mas como desportista, praticante de futebol e de râguebi. É sportinguista.

Feito o ensino liceal ingressa no Instituto Superior Técnico em 1973, transitando depois para a Academia Militar, onde termina o curso de engenharia civil, em 1978. Entretanto, como atleta do CDUL, é campeão ibérico de râguebi. Faz o seu estágio de engenheiro na empresa Hidroprojecto e na empresa continua até 1981. Entre 1981  e 1982 especializa-se na Universidade de Delft (Holanda) em Hidráulica Fluvial, regressando à Hidroprojecto, onde permaneceu até 1988, ano em que é convidado para Assistente, no Departamento de Engenharia do Ambiente da Universidade Nova de Lisboa. Obtém o seu doutoramento em 1992, continuando como Professor na Universidade Nova de Lisboa, na Faculdade de Ciências e Tecnologias. É responsável por uma significativa produção científica, na sua carreira académica e de investigador.

De 1993 a 1995 é assessor do Secretário de Estado do Ambiente e do Consumidor. Participa em variadíssimos grupos de trabalho técnico-científicos, colaborando com o Ministério das Obras Públicas e do Ambiente.

Em 2001 é eleito vereador da Câmara Municipal de Lisboa. Em 2003 integra o XV Governo Constitucional com a pasta das Obras Públicas, Transportes e Habitação. Em 2004, com a posse do XVI Governo Constitucional volta à Câmara Municipal de Lisboa, como Presidente da Câmara. Em 2005, com o XVII Governo Constitucional regressa ao seu lugar de vereador. Em Agosto de 2005, como vereador, é candidato pelo PSD à Presidência da Câmara Municipal de Lisboa, nas eleições de Outubro.

 

 

Carlos Mineiro Aires - Março 2005

Carlos Alberto Mineiro Aires, nasceu em Abrantes em 1951, filho de pai militar. Aí reside com seu pais e irmã, aí faz parte da sua instrução primária. A meio do ensino primário segue para Moçambique onde concluiu o ensino secundário e inicia o ensino liceal. Findo o terceiro ano, vem terminar o Liceu em Lisboa, tendo ingressado na Faculdade de Ciências de Lisboa, onde faz os preparatórios de Engenharia em 1970. Seguidamente segue para Luanda, ingressando na Faculdade de Engenharia. Regressa a Lisboa conclui o quarto e quinto ano de engenharia no Instituto Superior Técnico, formando-se em engenharia civil, no ano de 1975.

Ingressa em 1975 na Direcção Geral de Saneamento Básico, tendo exercido funções no Núcleo de Saneamento Básico de Setúbal entre 1976 a 1988. Posteriormente ingressa no Gabinete da Costa do Estoril, que vem a Presidir até 1995. Foi entretanto Director do Projecto de Controle de Cheias em Lisboa. Em 1995 é nomeado Vice-Presidente do Instituto da Água (INAG),  do qual vem a ser Presidente em 2002. No âmbito das suas funções no INAG foi responsável pelas conclusões de Planos de Gestão da Água, cruciais para a gestão dos recursos hídricos nacionais. Destacam-se os Plano Nacional da Água, vários Planos de Bacia, Planos da Orla Costeira, Plano de Ordenamento de diversas Albufeiras e o Plano do Uso Eficiente da Água.

Em 2003 é Presidente do Conselho de Administração da empresa Simtejo, empresa do Grupo Águas de Portugal (AdP) em parceria com algumas Câmaras Municipais da região de Lisboa. Em 0utubro de 2003, é nomeado Presidente do Conselho de Administração do Metropolitano de Lisboa SA, onde se mantém até à presente data. É casado, pai de duas filhas, gosta de conviver com os seus amigos, pratica windsurf, joga golf, anda de mota e é praticante de vela. É benfiquista e toca viola.

 

 

Daniel Gouveia - Maio 2005

Daniel Alves Gouveia nasceu em Lisboa, em 1943. Estudou até ao 3º ano da Faculdade de Letras de Lisboa, curso de Filologia Românica, que não retomou após o serviço militar. Foi fundador do Grupo de Teatro da Faculdade de Letras de Lisboa, de parceria com Maria do Céu Guerra, Fiama Hasse Pais Brandão, Ivo José de Castro, Luís Lima Barreto e António Machado Guerreiro. Profissionalmente, é consultor de empresas em Gestão Comercial e Comunicação, consultor literário de duas editoras livreiras e formador numa escola de construção de instrumentos musicais.

Publicou artigos sobre História dos Descobrimentos e de opinião, no jornal «Notícias do Mar», entre 1984 e 1996. Em 1994 venceu, em parceria com uma das suas filhas, a 18ª sessão do concurso literário «Quem Conta um Conto», da RTP 2, sendo o júri formado por Rita Ferro, Mário Zambujal e Inês Pedrosa.

Publicou, em Novembro de 1996, na Hugin Editores, o livro Arcanjos e Bons Demónios, relatos verídicos do que presenciou e protagonizou durante o serviço militar em Angola, onde comandou, como Alferes Miliciano, um pelotão de Caçadores de Infantaria e dois destacamentos de tropa africana dos Grupos Especiais (2ª edição em Julho 2002). Em 2001, este livro foi adoptado na cadeira de Cultura Luso-Brasileira, da Universidade de Santiago do Chile, para o estudo da guerra portuguesa em África 1961-74.

Foi colaborador, com uma coluna de conto, no jornal «Elo», órgão da Associação dos Deficientes das Forças Armadas, durante 1997.

Um texto crítico seu, sobre a peça teatral Uma Questão de Tempo, de Jaime Salazar Sampaio, foi inserido na edição da obra, em 1999.

Publicou, em Dezembro 2000, o conto «A Prenda», na colectânea Contos Eróticos de Natal (Hugin Editores), onde participaram também José Jorge Letria, Jorge Guimarães, Mário Máximo, Risoleta Pinto Pedro, Luísa Monteiro, Miguel Roza e Teresa Machado.

Escreveu, por encomenda de um empresário de Arte, as quintilhas populares inscritas em ofertas comemorativas ao Arq.º Álvaro Siza Vieira e ao Pintor Júlio Pomar (2001).

Traduziu as seguintes obras: Para Chaves Ferreira – Publicações, S. A.: O Grande Livro da Vela, de Michel Deshors, de que foi também coordenador e autor do apêndice sobre velejadores portugueses (1998). Para Hugin Editores, Lda.: Os Templários, de Bernard Marillier (1998); O Tarot, de Carole Sédillot (1999); A Numerologia, de Zariell (1999); Hierarquia e Democracia, de Julius Evola e René Guénon (2001); A Cavalaria, de Bernard Marillier (2001); A Sabedoria das Cores, de Frédéric Portal (2001); Encontro Magik, novela policial escrita em inglês por Fernando Pessoa, acompanhada da correspondência deste com Aleister Crowley e outros (2001).

Prefaciou Vertigens de Lua Cheia, poesia, de João Sevivas (2002).

Publicou um estudo linguístico intitulado Alcunhas – Génese e importância da caricatura verbal (Hugin, 2003). O texto de apresentação desta obra diz: «Como nascem e que importância têm as alcunhas, essa máscara que a sociedade coloca aos seus membros para os identificar marginalmente, comicamente. Verdadeiras caricaturas verbais, são uma virtualidade do discurso que paira sobre todos nós, à espera de concretização.»

Como letrista, o seu «Versículo da Mariquinhas» foi publicado na colectânea Um Século de Fado (Ediclube, 1999) e o «Fado da Internet», gravado por Carlos Zel (Com Tradição, Movieplay, 2000), foi inserido como apêndice no Novo Dicionário de Calão, de Afonso Praça (Editorial Notícias, 2001).

 

 

José Manuel Osório - Maio 2005

José Manuel Osório é um pedaço do Fado, um seu reflexo, uma parte da sua memória. Conhecedor, como poucos, do universo fadista, sua História e seus protagonistas, conviveu com os maiores das gerações passadas, partilhou com os menores o amor pela canção-raiz, partilha hoje com todos a sua marca inconfundível de cantor raivoso e visceral, afirmativo de uma vontade indomável de lutar contra o que não gosta, ou o que o aflige, ou o que é injusto. Tudo isso sentiu na carne. Sente ainda. E combate. Todos os dias.

Não se lhe adivinharia o percurso, ao nascer em 1947 na República do Zaire. Aí viveu até aos 10 anos. Em sua casa ouvia-se Fado, sobretudo Lucília do Carmo, mas o jovem nem ligava. A sua heroína era Maria Callas, a música preferida era a clássica, ópera especialmente, que ouvia, cantava e encenava em casa com os irmãos, improvisando turbantes e adereços, num despertar para o Teatro, que já praticava na escola e lhe havia de ficar nas veias até, mais tarde, vir a ser actor.

Vem para Portugal aos 11 anos e é pouco depois que, em Cascais, no “Arreda”, ouve as duas primeiras vozes que lhe entraram directamente no coração: Amália e José Pracana. Até aos 14 anos frequenta a constelação de casas de fado cascalenses dos anos 60: Arreda, Estribo, Galito, Cartola, Tabuinhas. Aos 15 descobre as colectividades, que considera “a grande escola”. Aos 16 representa o bairro da Mouraria na Grande Noite do Fado e ganha o 1º prémio. No ano seguinte volta a ganhá-lo. Aos 18 conhece pessoalmente Amália em Paris. Em Lisboa, frequenta-lhe a casa. Percebeu então naquela voz, segundo palavras suas, “o génio electrizante, a portugalidade que, à primeira nota, fazia sentir que era o chão de Portugal a levantar-se”. Esse convívio mudou tudo na sua maneira de encarar e cantar o Fado. Levou-o a uma abordagem mais séria, uma escolha mais pensada das letras. Passou a usá-lo contra a situação política de então e contra a ideia de que essa canção era conivente.

Grava, em 1965, um duplo EP com capa de Francisco Relógio e letras de José Carlos Ary dos Santos, Mário de Sá Carneiro, Manuel Alegre, Luísa Neto Jorge, João Fezas Vital, António Botto. Foi imediatamente proibido. Vendia-se “por baixo da mesa”. Na Discoteca do Carmo, o Sr. Manuel Simões dizia à PIDE que tinha vendido todos os exemplares excepto o que estava na montra. Os agentes apreendiam esse e, no dia seguinte, estava lá outro, pronto para se repetir a cena caso necessário.

Segundo disco em 1967. Prémio de Imprensa para o Melhor Disco do Ano. Poemas de António Gedeão, de novo Manuel Alegre, pela primeira vez António Aleixo e Natália Correia. Imediatamente proibido, inclusive na rádio, por ordens de serviço. Teve 5 edições, vendidas clandestinamente através da Comissão Nacional de Apoio aos Presos Políticos.

Terceiro disco em 1969, com o título “Fado”, enquanto já trabalhava como actor na Companhia de Teatro Estúdio de Lisboa. “As mãos de Abraão Zacuto”, “Victor ao Poder”, “Romeu e Julieta” e tantas outras peças foram representadas por José Manuel Osório que, nas colectividades lisboetas, formava e ensaiava grupos de teatro amador com percurso recorrente: cada peça, cada rusga, tudo preso. Nas noites de fado das mesmas colectividades, o panorama diferia apenas por virtude de estratagemas que fizeram a história de uma época: para José Manuel Osório poder cantar, alguém, prévia e mansamente, se encarregava de embebedar o polícia de serviço. Um dia a estratégia não resultou e, enquanto a PIDE entrava pela porta, José Manuel Osório saltava pela janela. Chegou a estar preso. Fugiu para Paris. Viveu lá o Maio de 68 e conviveu com José Mário Branco, Sérgio Godinho, Luís Cília, Zeca Afonso e o Padre Fanhais.

Regressa na “Primavera Marcelista”, vai ao programa Zip-Zip, grava com essa etiqueta outro disco, logo proibido, onde introduziu os mais antigos fados publicados na Guitarra de Portugal e poemas de Manuel da Rita Bexiga e Francisco Viana.

Como ele próprio diz, “as necessidades políticas de 1974 não reservavam espaço para o Fado. Agarrei numa viola e passei a cantar canções com que galvanizava comícios. Só vinte anos depois a esquerda percebeu que o Fado não era reaccionário. Canto agora com a raiva toda dos meus correligionários terem feito mal ao Fado. A raiva de uma canção que nasce na terra e só a partir do chão pode ser arrancada, com sofrimento, o sofrimento do povo”.

O resistente que sempre foi dá-lhe hoje a reconhecida garra com que tem derrotado a SIDA em confrontos que pontuam os anos mais recentes. O facto de a ter contraído levou-o a olhar o mundo e as pessoas com muito mais solidariedade e abertura. No campo artístico, isso reflectiu-se num caminho inverso do normal, dos poetas eruditos para os populares. No campo humano, José Manuel Osório é uma bandeira erguida, um exemplo de vontade, um orgulho para quem o conhece, o ouve, e lhe sente a mensagem, para não falar dos afortunados que lhe sentem a amizade.

Pelo caminho ficou uma licenciatura em Direito e um Curso Superior de Piano do Conservatório. Mas que interesse tem isso quando ele canta?

 

 

José Fanha - Julho 2005

Nasceu em Lisboa, em 19/ 02/ 1951. Licenciado em Arquitectura. Professor do Ensino Secundário. Formador de Professores nas áreas artísticas (História de Arte, Teoria do Design, Geometria Descritiva).

Tem leccionado cursos e seminários de poesia, escrita criativa e guionismo na Escola Superior de Educação de Lisboa, ISCTE, Escola Superior de Comunicação Social e Universidade Moderna.

É assessor do Município de Sintra para as bibliotecas e a leitura.

 

Poeta, divulgador de poesia e declamador. Como tal, desde 69, participou em milhares de sessões de animação cultural, acompanhando o grupo dos chamados baladeiros, entre os quais José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Francisco Fanhais, Manuel Freire, José Jorge Letria, Carlos Alberto Moniz, Fausto, Vitorino, etc, etc. Autor de várias antologias de poesias e, em conjunto com José Jorge Letria, de uma série de antologias temáticas da poesia portuguesa sob o tema: “Cem poemas portugueses...”

 

Tem participado em congressos internacionais sobre educação e poesia, nomeadamente nas últimas Jornadas Europeias de Educação e Poesia na Universidade de Barcelona. Autor de histórias e poesia para a infância. Dramaturgo e dramaturgista, autor de letras para canções e textos para rádio, guionista de televisão e cinema.

 

Actor ocasional de teatro, televisão e cinema. Destacam-se a participação no programa de rádio “Pão com Manteiga”, e a participação ou autoria dos programas de televisão “Rua Sésamo”, “Na paz dos anjos”, A banqueira do povo”, “Nós os ricos”, “Docas”, “Crianças SOS”. No teatro trabalhou com o encenador João Lourenço na dramaturgia e adaptação de letras de canções e de textos de ópera nomeadamente de “ A ópera dos três vinténs”, “Ouçam como eu respiro”, “Baal”, “Mahagonny”, “Sweeny Todd”.

Orienta frequentemente Oficinas de Escrita e Leitura em Bibliotecas Públicas.

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Daniel GouveiaCarlos Carranca

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