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Crónica do Encontro de Março
de 2005
Mais um jantar-encontro da tertúlia, o primeiro de 2005, realizado
a 4 de Março, no restaurante “Regras
do Jogo” às Olaias. Os tertulianos
começaram a chegar por volta das 20.00 horas,
os convidados um pouco mais tarde, e só lá
por volta das 21.30, se conseguiu dar início
ao jantar, seguindo-se o programa préviamente
estabelecido. As figuras do encontro foram o engenheiro
Carlos Mineiro Aires, presidente do Metropolitano
de Lisboa e D. Pedro de Bragança, Duque de
Lafões, também engenheiro civil e
empresário. Depois das boas vindas habituais,
deu-se início ao jantar. Depois da sobremesa
fizeram-se as apresentações mais desenvolvidas
das duas figuras do encontro. Em comum, têm
o facto de serem ambos engenheiros civis, gostarem
da música e do fado, um dedicar –se
à viola e o outro, ser um bom executante
de guitarra portuguesa. D. Pedro de Bragança,
tem a particularidade de possuir uma guitarra portuguesa,
antiga, que lhe chega oferecida pelos seus irmãos,
e que se afirma ter sido da célebre Maria
Severa Honofriana (1820 – 1846). As opiniões
dos peritos e investigadores dividem-se, sobre a
veracidade deste facto. No entanto, esta a versão
que está documentada em vários livros,
entre eles um do nosso tertuliano, já figura
doutro encontro, o Dr. António Manuel Morais,
denominado “Fado e Tauromaquia no Século
XIX”.
Para a apresentação de D.Pedro de
Bragança, o Manel Marques Inácio convidou
o nosso amigo António Manuel Morais, já
referido, para fazer a apresentação.
Em breves palavras, este tertuliano, traçou
os aspectos biográficos mais importantes
do seu amigo, referiu a história da guitarra
que terá sido da Severa, e o gosto que D.Pedro
mantem pela guitarra portuguesa. Contou como é
que a dita guitarra antiga vai parar aos Duques
de Lafões, oferecida nas primeiras décadas
do século passado, falou sobre as confraternizações
no Pé Leve e na destreza de D.Pedro como
instrumentista. A seguir, D. Pedro pega na guitarra
e seguiram-se belos momentos de interpretação
de algumas peças, em que a assistência
vibrou, rendendo-se à sua virtuosidade. Muitas
e muitas palmas, expressaram esse encanto. A seguir
foi apresentado o convidaddo Carlos Mineiro Aires.
Um amigo com uma larga experiência de gestor,
muito ligado a projectos e obras no domínio
ambiental e agora assegurando um desafio de expansão
e modernidade do Metropolitano de Lisboa.
A noite decorreu dentro do que é habitual
com as guitarradas e os fados com os mesmos intérpretes
de sempre. Nas guitarras o Valdemar Duarte, Zé
Bernardes, Manel Marques Inácio e Zé
Martins. A cantar o fado, a Anabela Paixão,
o Vasco e o Jorge Fonseca. A sala muito cheia, já
quase que não comportava tantos tertulianos.
À meia noite, serviu-se o caldo verde da
“praxe” acompanhado de uma boa “pinga”
cantaram-se mais uns fados em que todos participaram,
e abriu-se a desgarrada, como sempre, muito animada.
Por volta das 02.00, terminaram as “festividades”
para os haviam resistido até aquela hora
e lá nos despedimos até o próximo
encontro que, em princípio, ficou marcado
para 20 de Maio.
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