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Crónica do Encontro de 18 de Junho
de 2004
O encontro – jantar da Tertúlia
de 18 de Junho foi memorável sobre vários
aspectos e decorreu sobre o tema “O Fado e
outros Cantos”. Foi figura do encontro o maestro
e tenor Fernando Serafim, aproveitando-se a oportunidade
para assinalar os seus 40 anos de carreira. Chamamos
a vossa atenção para o curriculum
resumido do maestro, que nos dá uma imagem
da figura de alta gabarito técnico deste
profissional, tão virtuoso como simples e
humano.
A figura evocada foi o maestro Frederico de Freitas,
português notável nascido em 1902 e
falecido em 1980. Para além da obra excepcional
que deixou na área da música clássica,
ainda teve o bom gosto de ser um apreciador do Fado
de Lisboa, tendo musicado o Novo Fado da Severa
(Rua do Capelão), O Fado de Cada Um e outros
trechos de música popular portuguesa.
Depois das boas vindas e como habitualmente,
o Manel Marques Inácio apresentou resumidamente
o programa da noite e deu-se início ao jantar.
A mestre de cerimónias foi a Aida Baptista,
que, como sempre, nos ajudou de forma alegre, dinâmica
e eficaz, como ela bem sabe, até que ...
noite alta, teve que se fazer à estrada,
rumo ao Sardoal.
Por volta das 10.00, foi feita
um a apresentação breve dos aspectos
mais marcantes da vida profissional do maestro Fernando
Serafim, tendo o mesmo proferido algumas palavras
de circunstância, agradecendo vivamente o
jantar e a homenagem singela que os seus amigos
lhe quiseram proporcionar e cantou a seguir, como
só ele, o Sole Mio acompanhado à guitarra
pelo mestre Zé Martins.
A noite prosseguiu com a primeira
parte dos fados e guitarradas: depois de uma guitarrada
inicial, cantaram Fados de Lisboa, o Vasco Fonseca
e a Anabela Paixão e o Jorge Fonseca. À
guitarra estiveram o Manel Marques Inácio
e o mestre Zé Martins. À viola o António
Viana e na viola baixo o Zé Lúcio,
que como sempre dá sempre uma ajuda preciosa.
Depois de mais um intevalo, seguiu-se
um momento de Fado e Canto de Coimbra. Enrolados
nas suas capas como nos tempos de outrora, depois
de uma guitarrada inicial, cantaram o Manel Marques
Inácio e o Pedro Magalhães Ramalho.
Na guitarra esteve o Luís Penedo e na viola
o José Tito Mackey. O grupo fechou com uma
guitarrada final. Seguiu-se um breve intervelo e
serviu-se o caldo verde da meia-noite.
No recomeço, cantou-se os
Amores de Estudante, tango famoso da autoria de
Paulo Pombo e Aureliano da Fonseca, que nos anos
70 a Tuna do Orfeão Universitário
do Porto, tão bem divulgou por toda a parte.
Depois foram todos a cantar o fado e outras músicas
populares como a Rama ó que Linda Rama e
o Meu S. JoãoBonito, supostamente para se
acabr em grande animação...
Mas.... depois de muitos pedidos,
a Anabela fechou a noite em “alta” com
a Lágrima, cantada de forma “superior”.
Já passava das 01.30 da manhã quando
o convívio acabou, já com as combinações
da “praxe” para o próximo de
15 de Outubro. Se não for antes lá
nos encontraremos todos. Assim o esperamos.
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