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Manuel de Almeida

Considerado,por muitos, como um dos últimos fadistas castiços, Manuel de Almeida nasceu em Lisboa, em 1922...

 
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Crónica do Encontro de 20 de Maio de 2005

 

O jantar-encontro de 20 de Maio teve lugar no restaurante “a Passarola”, na Av. Gago Coutinho, na sala do primeiro andar, adaptada com palco e música, e que em princípio permitiria levar mais pessoas. No último jantar de Março já estávamos um pouco apertados. Foram figuras do encontro o José Manuel Osório e o Daniel Gouveia. O José Manuel Osório e o seu projecto de “Todos os Fados”, com um prefácio de Daniel Gouveia, eram as estrelas da noite. Os preâmbulos para o jantar foram decorrendo de forma habitual, tendo-se começado a jantar por cerca das 21.00. O programa seguiu a estrutura “costumeira” havendo desta vez Canto de Coimbra e a surpresa, para alguns, de que os convidados, para além de falarem dos seus projectos, também nos brindaram com alguns fados.

Assim, depois das boas vindas habituais e de um jantar agradável, adaptada a uma distribuição de mesas rectangulares, bastante diferentes das mesas circulares a que estavamos habituados, deu-se início à apresentação de cada um dos convidados. O Manel Marques Inácio encarregou-se da tarefa das apresentações, fazendo um breve resumo do curriculum de cada um. Deu-se particular atenção e ênfase ao projecto “Todos os Fados”, pois que representa um trabalho de muitos anos de investigação, milhares de horas de música ouvida, com intérpretes e gravações catalogados, biografias investigadas e tudo isto posto à disposição, quer de especialistas, quer de simples apreciadores. Um trabalho que é uma referência obrigatória no universo do Fado de Lisboa.

Seguidamente foi dada a palavra a cada um dos convidados. Seguiu-se depois o programa da noite, que contou com uma abertura de fados pela Graça Penedo, acompanhada pelo marido, o Luís Penedo, à guitarra e pelo José Tito Mackay à viola. Depois como habitual as guitarradas do grupo constituído pelo Manel Marques Inácio, Valdemar Duarte, Zé Bernardes e Zé Martins. No fado, como habitual, cantaram a Anabela Paixão, o Vasco Fonseca e o Jorge Fonseca. Depois o grupo da “Tertúlia Académica de Canto de Coimbra” com Zé Silva Ramos e Luís Penedo nas guitarras, José Tito Mackay na viola e nas vozes, o Pedro Magalhães Ramalho e o Manel Marques Inácio, fizeram o momento do canto coimbrão.

Chegada a meia-noite sem dar-mos por isso, veio o caldo verde, o chouriço assado habitual e claro, mais fados e mais cantigas. Cantaram os “fadistas da casa” , cantaram os convidados, cantou-se à desgarrada e já a noiteiía alta, já passava duas das da manhã, quando demos por finda a desgarrada. O pessoal que nos acolheu, tinha de descansar, via-se nas caras. Para nós a noite era “uma criança”, mas manda a boa educação, que não se abuse de quem nos dá guarida. E assim nos despedimos até o próximo jantar da Tertúlia, marcado para 8 de Julho próximo. Pelo meio, ainda vamos ter uma noite no Cube Senior e uma ida ao Ramalhal, no S. João. Fados e Guitarradas, saúde e boa disposição. “Chovam dias e venham noites” como diz o nosso povo.

 


 


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