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Manuel de Almeida

Considerado,por muitos, como um dos últimos fadistas castiços, Manuel de Almeida nasceu em Lisboa, em 1922...

 
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Crónica do Encontro de 21.03.03

Conforme programado, a 21.03.2003, realizou-se o segundo encontro da Tertúlia do Fado e... da Inquietação. O tema foi, desta feita, o “Fado do Dia a Dia . Como vai este País?”

O mestre cerimónias foi o Alfredo Felizardo, que desencadeou o início dos trabalhos, depois do Manel Marques Inácio ter dado algumas informações, em jeito de ponto prévio.

O convidado Luís Manuel Campos e Cunha, ilustre tertuliano e professor de Economia, pegou no tema do encontro e falou-nos da Economia Portuguesa. Aprendemos coisas muito importantes como, por exemplo: porque é que, sendo Portugal, juntamente com a Suíça e a Suécia, um dos pouquíssimos países europeus que não estavam destruídos em 1945, é, ao contrário dos outros dois, um país na “cauda da Europa” 50 anos depois? Uma razão, embora não seja a única, é que em 1900, a Suíça e a Suécia incluíam-se no grupo de países da Europa em que mais de 90% da população sabia ler, e Portugal estava entre os poucos em que aquela percentagem era inferior a 25% ! Voilá la petite diférence! Se quiser saber mais, procure a apresentação na galeria de imagens.

Ao programarmos o encontro de Março/ 03, ainda não sabíamos que a pergunta de partida mais adequada não era “Como vai este país? ” mas, “Como vai este planeta?”, por não prevermos que esta data coincidiria com o início da Guerra no Iraque. Este preocupante facto histórico não podia passar em branco, por isso, o prelector terminou a sua apresentação com um videoclip bem a propósito: o fado BB (Bush e Blair) à desgarrada, que podem ver na galeria de fotografias e vídeo. ( vai em outro attachment)

A seguir falou a convidada Sara Pereira, gestora da Casa do Fado e da Guitarra Portuguesa. Ficámos a conhecer melhor este equipamento municipal, que bem merece o apoio de todos os que amam o fado e a cultura portuguesa. A apresentação terminou com um convite à Tertúlia do Fado e... da Inquietação, para realizar um evento na Casa do Fado e da Guitarra Portuguesa. Claro que não vamos deixar fugir a oportunidade deste honroso convite, e as cabeças dos tertulianos já estão a fervilhar de ideias para o efeito.

Depois dos parabéns a você aos aniversariantes da semana – Isabel Salbany e António Viana – o Alfredo evocou a figura do encontro que foi, desta vez, Amália Rodrigues. Posto isto, começou a sessão de fados com o grupo do costume:
Guitarras - Zé Bernardes, Valdemar Duarte, Alfredo Sobral, Manel Marques Inácio e Mestre Zé Martins; Violas: Mestre Mário Cotrim, António Viana e José Lúcio ( Baixo). Cantou o Vasco dois fados, e um terceiro – Leilão da Mariquinhas - ao despique com o seu irmão, Jorge. A pedido de alguns amigos, na segunda parte, o Manel Marques Inácio cantou dois fados de Coimbra, seguindo-se-lhe a Anabela, que aproveitou para estrear o lindíssimo xaile criteriosamente escolhido pela Bita e pela Zé, e oferecido formalmente umas semanas antes, numa original noite de ensaio que decorreu no Sinatra, onde o Gonzaga nos recebeu como só ele! Foram três fados de homenagem a Amália Rodrigues, que foi a figura evocada neste encontro: “Há Festa na Mouraria”, “Vou dar de beber à dor” e “Povo que lavas no rio”.

Cumprido o programa, a seguir ao caldo verde da meia-noite, passou-se à desgarrada para terminar.

Finalmente, o Alfredo tocou a corneta carroceira para anunciar o encerramento dos trabalhos, e foi a despedida até 23 de Maio ....

 


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