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Manuel de Almeida

Considerado,por muitos, como um dos últimos fadistas castiços, Manuel de Almeida nasceu em Lisboa, em 1922...

 
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Crónica do Encontro de 26 de Março de 2004


O primeiro encontro – jantar da Tertúlia neste ano de 2004, decorreu sob o tema “O Fado e os Afectos” e teve como figura do encontro uma amiga tertuliana, artista plástica de nomeada, que se afirmou há muito tempo no desenho, na gravura e na pintura: a Manuela Pinheiro. Não deixou os seus créditos, alicerçados no seu Curso Superior de Pintura da Escola Superior de Belas Artes, por mãos alheias e, assim, tem vindo a brindar-nos com obras de arte desde 1959, primeiro ano em que expõe os seus trabalhos. Voltaremos a falar sobre a Manuela.

Cumprindo o ritual da praxe, lá nos reunimos no restaurante “Regras do Jogo” a partir das 20.30, para um tão longo quanto agradável serão, que se prolongou até cerca da 01.30 da manhã. Depois das boas vindas e do início do jantar, já passadas as 21.00 horas, lá nos fomos encaminhando para o início do programa da noite. Por volta da 22.00, a mestre de cerimónias da noite, a Anabela Paixão, deu indicações para se fazer a apresentação da convidada do encontro , sem que antes tivesse dito algumas palavras sobre a figura evocada do encontro, Maria Teresa de Noronha. Falou então o Manel Marques Inácio que, depois de fazer referência aos aspectos curriculares mais marcantes da carreira da Manuela Pinheiro, em particular a sua postura humanística e solidária e a sua profunda sensibilidade artística, deu a palavra à convidada. A Manuela Pinheiro falou-nos da sua formação, da sua trajectória, dos seus afectos e, sem querer, da grande mulher que há em si. À Tertúlia deixou alguns catálogos de exposições suas, de relevância incontornável, tendo ainda a amabilidade de oferecer 3 gravuras de “Afectos II”.

Depois deste momento especial, seguiu-se um curto intervalo em que guitarras violas e vozes se prepararam para a 1ª parte musical da noite. Passados alguns minutos abriu-se a 1ª parte do programa da noite com uma guitarrada, seguindo-se a participação do Vasco Fonseca e da Anabela Paixão com três Fados de Lisboa, cada um. À guitarra estiveram o Zé Bernardes , o Manel Marques Inácio e o mestre Zé Martins. À viola o António Viana e na Viola baixo o nosso amigo José Lúcio. Depois um breve intervalo, deu abertura à segunda parte, com o canto de Coimbra, o Manel Marques Inácio. Seguiu-se ainda, nesta parte, o Zé Bernardes e o Jorge Fonseca que cantaram Fado de Lisboa.

Depois do caldo verde da meia –noite, a terceira parte foi “todos a cantar o fado”. Ainda se ensaiou uma desgarrada final que encerrou a noite de convívio, que mais uma vez se pautou por ambiente mutíssimo agradável e divertido. Por volta da 01.30, vieram as despedidas e um geral, até ao próximo encontro da Tertúlia a 18 de Junho.

 


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