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Crónica do Encontro de 26 de Março
de 2004
O primeiro encontro – jantar da Tertúlia
neste ano de 2004, decorreu sob o tema “O
Fado e os Afectos” e teve como figura do encontro
uma amiga tertuliana, artista plástica de
nomeada, que se afirmou há muito tempo no
desenho, na gravura e na pintura: a Manuela Pinheiro.
Não deixou os seus créditos, alicerçados
no seu Curso Superior de Pintura da Escola Superior
de Belas Artes, por mãos alheias e, assim,
tem vindo a brindar-nos com obras de arte desde
1959, primeiro ano em que expõe os seus trabalhos.
Voltaremos a falar sobre a Manuela.
Cumprindo o ritual da praxe, lá nos reunimos
no restaurante “Regras do Jogo” a partir
das 20.30, para um tão longo quanto agradável
serão, que se prolongou até cerca
da 01.30 da manhã. Depois das boas vindas
e do início do jantar, já passadas
as 21.00 horas, lá nos fomos encaminhando
para o início do programa da noite. Por volta
da 22.00, a mestre de cerimónias da noite,
a Anabela Paixão, deu indicações
para se fazer a apresentação da convidada
do encontro , sem que antes tivesse dito algumas
palavras sobre a figura evocada do encontro, Maria
Teresa de Noronha. Falou então o Manel Marques
Inácio que, depois de fazer referência
aos aspectos curriculares mais marcantes da carreira
da Manuela Pinheiro, em particular a sua postura
humanística e solidária e a sua profunda
sensibilidade artística, deu a palavra à
convidada. A Manuela Pinheiro falou-nos da sua formação,
da sua trajectória, dos seus afectos e, sem
querer, da grande mulher que há em si. À
Tertúlia deixou alguns catálogos de
exposições suas, de relevância
incontornável, tendo ainda a amabilidade
de oferecer 3 gravuras de “Afectos II”.
Depois deste momento especial, seguiu-se um curto
intervalo em que guitarras violas e vozes se prepararam
para a 1ª parte musical da noite. Passados
alguns minutos abriu-se a 1ª parte do programa
da noite com uma guitarrada, seguindo-se a participação
do Vasco Fonseca e da Anabela Paixão com
três Fados de Lisboa, cada um. À guitarra
estiveram o Zé Bernardes , o Manel Marques
Inácio e o mestre Zé Martins. À
viola o António Viana e na Viola baixo o
nosso amigo José Lúcio. Depois um
breve intervalo, deu abertura à segunda parte,
com o canto de Coimbra, o Manel Marques Inácio.
Seguiu-se ainda, nesta parte, o Zé Bernardes
e o Jorge Fonseca que cantaram Fado de Lisboa.
Depois do caldo verde da meia –noite, a terceira
parte foi “todos a cantar o fado”. Ainda
se ensaiou uma desgarrada final que encerrou a noite
de convívio, que mais uma vez se pautou por
ambiente mutíssimo agradável e divertido.
Por volta da 01.30, vieram as despedidas e um geral,
até ao próximo encontro da Tertúlia
a 18 de Junho.
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