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Á Capella, em Coimbra
Estando a águas nas mui belas Termas do
Luso, deslocaram-se a Coimbra para um largo repasto
“leitoeiro” lá pr’ós
lados da Rua dos Combatentes, a Bita e o Manel,
a Teresa Costa Campos e a Anabela Paixão.
Aproveitava-se assim, mais uma vez, a sempre boa
disposição acolhedora de outros tertulianos:
a Graça e o Luís Loureiro e a jovem
Margarida, seu rebento a entrar nos trinta.
Batia o dia 19 de Setembro de 2004, quando pelo
avançar da tarde saíam do Luso as
ditas, Bita, Teresa e Anabela, acompanhadas pelo
“mordomo” de serviço.
Noutro carro seguiam os Loureiros, rumando todos
à aldeia de Travassos, onde se situava o
magnífico forno que tratara principescamente
a assadura de um “bicho” de 13 kilos.
Em Coimbra esperavam-nos as batatas fritas “divinais”
e a salada fresquíssima, que a “pinga”
já estava a salvo.
A Bita já havia mandado o pessoal comprar
o melhor da vinha da Bairrada, “com picos”,
é claro.
Um jantar de antologia que ficou para a história.
Depois, bem inspirados, lá fomos pr’á
À Capella.
Abancados na À Capella e depois de ouvir
música de Coimbra na voz do Quim Matos, acompanhado
à guitarra pelo Xico Dias e à viola
pelo Vitor Morgado, eis senão quando, cai
a surpresa da noite, que ia trazendo a capela abaixo.
A Anabela acompanhada em “alta” pelo
Xico Dias e pelo Vitor Morgado cantou e encantou,
com alguns Fados de Lisboa, que só ela canta
assim.
Até o Joaquim Matos, que canta Coimbra com
aquela voz inesquecível que todos adoramos,
cantava baixinho ao fundo do palco, não fosse
ela (a Anabela) esquecer-se de qualquer palavra.
Mais uma noite para a eternidade.
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