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de Texto
Crónica do Aniversário do Filipe Robalo
Todos os caminhos vão dar ao Ramalhal…
Estamos a 6 de Março.
Depois da A8, a busca da rotunda, do vai-em-frente-não
vires, da bomba de gasolina, da casa dos pneus.
Movimento de certo desusado para aquele lugar, onde
muitos íamos pela primeira vez.
O sítio certo. Um encontro a que o Carlos,
assim se chama quem a todos muito bem acolheu, ficará
para sempre ligado. Encontro de muita gente com
muita gente. Gente amiga, familiar em muitos casos.
Conhecidos que ficaram amigos, amigos que se tornaram
familiares. Não era difícil instalar-se
e sentir crescer tamanha atmosfera de comunicação,
quando o que se passava era a festa da alegria à
volta do Amigo de longa data.
Dr. Robalo para uns, Robalo para outros, ainda
Tó e Filipe para bastantes. A pessoa, a mesma:
simples, afável, generoso. Todos teremos
um adjectivo a acrescentar, porque estes três
não esgotam o universo dos qualificativos.
Aqui fica a proposta de exercício: procurem
mais um e verão aparecer vários. Provavelmente
todos bons. E, naquele 6 de Março, era ele,
num visível misto de nervos e satisfação,
que congregava à sua volta tanta gente, tantos
amigos, que tiveram a oportunidade de saudá-lo
na entrada da década, em que não desejou
entrar sozinho, dando-lhe a garantia de querer acompanhá-
-lo no dia-a-dia dos dias que hão-de vir.
Dias mais libertos, mais tranquilos, porque essa
liberdade e essa tranquilidade foram arduamente
conquistadas e são, por fim, reconhecidamente
merecidas.
Parabéns, pois. Conta connosco. Conta com
todos.
A paixão da música esteve presente.
Propícia e unificadora. Cada letra, todos
os versos. De cada fado. A Tertúlia disse
presente e trouxe para o meio dos amigos a paixão
da música e a melancolia do fado. A sagração
do Amor. Cada um com o seu fado, mais fácil
de carregar, acompanhado pelo som nervoso, vital,
das guitarras e pela leveza e profundidade de vozes
como a da Anabela e outros companheiros da Tertúlia.
Um dia destes há-de surgir a letra de um
fado (terá surgido já?) que se ajuste
ao corpo deste grupo que faz do culto dos melhores
valores, nestes tempos difíceis, uma quase-missão
e dá provas de uma indisfarçável
resistência.
Esse fado, um outro fado, novo, começou
a ser escrito naquele início de década,
a 6 de Março, no Ramalhal.
Amigos, contemos com todos. E … Dr. Robalo,
Robalo, Tó, Filipe, felicidades muitas, parabéns.
A década é só mais uma, a juntar
às que já passaram. Talvez forte,
mas à altura da força de todos nós.
António Alves Soares
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