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Manuel de Almeida

Considerado,por muitos, como um dos últimos fadistas castiços, Manuel de Almeida nasceu em Lisboa, em 1922...

 
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Crónica do Aniversário do Filipe Robalo

Todos os caminhos vão dar ao Ramalhal…

Estamos a 6 de Março.
Depois da A8, a busca da rotunda, do vai-em-frente-não vires, da bomba de gasolina, da casa dos pneus. Movimento de certo desusado para aquele lugar, onde muitos íamos pela primeira vez.
O sítio certo. Um encontro a que o Carlos, assim se chama quem a todos muito bem acolheu, ficará para sempre ligado. Encontro de muita gente com muita gente. Gente amiga, familiar em muitos casos. Conhecidos que ficaram amigos, amigos que se tornaram familiares. Não era difícil instalar-se e sentir crescer tamanha atmosfera de comunicação, quando o que se passava era a festa da alegria à volta do Amigo de longa data.

Dr. Robalo para uns, Robalo para outros, ainda Tó e Filipe para bastantes. A pessoa, a mesma: simples, afável, generoso. Todos teremos um adjectivo a acrescentar, porque estes três não esgotam o universo dos qualificativos. Aqui fica a proposta de exercício: procurem mais um e verão aparecer vários. Provavelmente todos bons. E, naquele 6 de Março, era ele, num visível misto de nervos e satisfação, que congregava à sua volta tanta gente, tantos amigos, que tiveram a oportunidade de saudá-lo na entrada da década, em que não desejou entrar sozinho, dando-lhe a garantia de querer acompanhá- -lo no dia-a-dia dos dias que hão-de vir. Dias mais libertos, mais tranquilos, porque essa liberdade e essa tranquilidade foram arduamente conquistadas e são, por fim, reconhecidamente merecidas.

Parabéns, pois. Conta connosco. Conta com todos.

A paixão da música esteve presente. Propícia e unificadora. Cada letra, todos os versos. De cada fado. A Tertúlia disse presente e trouxe para o meio dos amigos a paixão da música e a melancolia do fado. A sagração do Amor. Cada um com o seu fado, mais fácil de carregar, acompanhado pelo som nervoso, vital, das guitarras e pela leveza e profundidade de vozes como a da Anabela e outros companheiros da Tertúlia. Um dia destes há-de surgir a letra de um fado (terá surgido já?) que se ajuste ao corpo deste grupo que faz do culto dos melhores valores, nestes tempos difíceis, uma quase-missão e dá provas de uma indisfarçável resistência.

Esse fado, um outro fado, novo, começou a ser escrito naquele início de década, a 6 de Março, no Ramalhal.

Amigos, contemos com todos. E … Dr. Robalo, Robalo, Tó, Filipe, felicidades muitas, parabéns. A década é só mais uma, a juntar às que já passaram. Talvez forte, mas à altura da força de todos nós.

António Alves Soares


 

 


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